O que significa hierarquia urbana como ela e estruturada no Brasil

Hierarquia urbana nada mais é do que a escala desubordinação entre as cidades, que acontece quando as pequenas cidades se subordinam as cidades médias, e estas cidades médias, se subordinam às cidades grandes.

  • dailaneazevedo
  • 02/12/2014
  • Geografia
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Oque significa hierarquia urbana? como ela é estruturada no brasil?


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Hierarquia urbana nada mais é do que a escala desubordinação entre as cidades, que acontece quando as pequenas cidades se subordinam as cidades médias, e estas cidades médias, se subordinam às cidades grandes.

A Hierarquia Urbana é um modelo hierárquico entre as cidades e está dividido em diferentes níveis.

Em outras palavras, a hierarquia urbana determina a estrutura econômica em diversas escalas de organização (e posições), o que cria uma rede de ligações e influências entre os centros urbanos do mundo (pequenas, médias e grandes cidades).

Lembre-se que o conceito de hierarquia designa uma estrutura vertical de subordinações e poderes. Portanto, a grande cidade exerce grande influência econômica sobre as médias e pequenas.

E, as cidades médias, influenciam as pequenas. Essas relações criam uma cadeia que consequentemente resultam na rede urbana (infraestrutura, transportes, comunicação, etc.)

Observe que esse conceito pode não estar relacionado com o tamanho dos centros urbanos sendo que as cidades podem alterar sua posição.

Classificação e Exemplos de Hierarquia Urbana

Segundo a classificação apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na publicação “Região de Influência das Cidades (2007)”, a hierarquia urbana no Brasil está dividida basicamente em 5 grupos sendo que cada um deles apresentam subdivisões:

Metrópoles

As maiores cidades do país e que apresentam melhores infraestruturas e condições econômicas, sendo classificadas em: Grande Metrópole Nacional (São Paulo), Metrópole Nacional (Rio de Janeiro e Brasília) e Metrópole (Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre).

Saiba mais sobre as Metrópoles e Megalópoles.

Exercem influências numa região, nas pequenas e médias cidades do país, sendo divididas em: Capitais Regionais A (11 cidades), Capitais Regionais B (20 cidades) e Capitais Regionais C (39 cidades), donde a primeira (A) é a mais influente.

No Brasil, cerca de 70 centros urbanos fazem parte dessa categoria. Note que essa classificação leva em conta o número de habitantes e o nível de influência das cidades.

Assim, na classe A, as cidades apresentam cerca de 955 mil habitantes, por exemplo, Natal, São Luís, Maceió, Campinas, Florianópolis, etc.; na categoria B, cerca de 435 mil habitantes, por exemplo, Ilhéus, Campina Grande, Blumenau, Palmas, Juiz de Fora, etc.; e, por fim, na classe C, o número de habitantes se aproxima de 250 mil, por exemplo, Macapá, Rio Branco, Santarém, Ponta Grossa, São José dos Campos, dentre outras.

Centros Sub-regionais

Exercem menor influência que as capitais regionais, as quais apresentam mais complexidade na gestão e maior número de habitantes. Nessa categoria, 169 centros estão incluídos que sofrem grande influência de 3 metrópoles nacionais.

Elas também apresentam subdivisões: Centro sub-regional A (85 cidades), por exemplo, Pouso Alegre, Rio Verde, Parnaíba, Barretos, Itajaí, etc.; e Centro sub-regional B (79 cidades), por exemplo, Cruzeiro do Sul, Parintins, Viçosa, Angra dos Reis, Bragança Paulista, dentre outros.

Reúne 556 médias cidades as quais apresentam influência local. Subdivide-se em: Centros de Zona A (192 cidades, com aproximadamente 45 mil habitantes), por exemplo, Amparo, Porto Seguro, Votuporanga, Fernandópolis, São Bento do Sul, etc.; e, Centros de Zona B (364 cidades, cerca de 23 mil habitantes, por exemplo, Tietê, Barra Bonita, Vila Rica, Monte Alto, Capivari, dentre outros.

Centros Locais

Incluem 4.473 pequenas cidades que apresentam menos de 10 mil habitantes (média de 8 mil) e exercem somente influência local, por exemplo, Água Branca, Capitólio, Divisópolis, Faro, Guarani, dentre outros.

Hierarquia Urbana Brasileira e Mundial: Resumo

O que significa hierarquia urbana como ela e estruturada no Brasil
O que significa hierarquia urbana como ela e estruturada no Brasil
Hierarquia Urbana Brasileira

A Hierarquia urbana no Brasil leva em conta a classificação proposta pelo IBGE. Da mesma maneira, a hierarquia urbana mundial está relacionada com a rede complexa de interdependência entre as cidades que compõem uma Nação.

No entanto, alguns locais do mundo apresentam outros tipos de classificação quanto a escala de hierarquia, como em Portugal, donde a hierarquia urbana é apresentada pela escala crescente: Metrópole Nacional, Metrópole Regional, Centro Regional, Centro Local e as Vilas.

Rede Urbana e Hierarquia Urbana

A rede urbana, oriunda dos processos de urbanizações, representa as diversas cidades que compõem um país.

Ela determina um sistema integrado de cidades que, por sua vez, apresenta as diferenças entre o tamanho e a quantidade de habitantes de determinado local, além de apresentar a influência de uma sobre a outra.

Dessa forma, o conceito de rede urbana está intimamente relacionado ao de hierarquia urbana, posto que determina, por meio dos dados, as diferentes escalas hierárquicas entre as cidades.

A rede urbana está classificada em: cidades globais, metrópoles, médias e pequenas cidades.

Saiba mais sobre a Rede Urbana Brasileira.

Conurbação e Hierarquia Urbana

Vale lembrar que o processo de conurbação determina a união de duas (ou mais cidades) que, com o passar do tempo, cresceram tanto que acabaram se ligando. Ou seja, quando a conturbação ocorre fica difícil analisar os limites de cada município.

Esse processo está intimamente relacionado com a hierarquia urbana posto que determina as relações econômicas de interdependência entre os municípios que se conurbam.

Região Metropolitana e Hierarquia Urbana

A região metropolitana compreende um conjunto de cidades que, pelo processo de conurbação, acabaram ficando interligadas.

Nesse caso, podemos citar a cidade de São Paulo, que conta com uma grande região metropolitana, com a inclusão das cidades satélites: Osasco, São Bernardo do Campo, Guarulhos.

A relação estabelecida entre as cidades que compõem as regiões metropolitanas é organizada através da hierarquia urbana, ou seja, a grande cidade exerce forte influência econômica e social sobre as menores.

Saiba mais no artigo: O que são Regiões Metropolitanas?

Cidade Global e Hierarquia Urbana

As cidades globais é uma das categorias de hierarquia urbana representada pelos grandes centros urbanos que possuem elevada importância econômica mundial e índice demográfico.

Já as megacidades são aquelas cidades globais que apresentam mais de 10 milhões de habitantes. No Brasil, as cidades globais mais importantes são: Rio de Janeiro e São Paulo. Pelo mundo, alguns exemplos de cidades globais são: Londres, Paris, Nova York, Tóquio, Berlim, dentre outras.

Saiba mais:

As cidades são espaços onde há intensa troca de mercadorias, bens e serviços. São lugares dinâmicos em que se polarizam diversas atividades econômicas, tais como a indústria e o comércio. Assim, há trocas materiais (mercadorias, fluxo de pessoas, etc.) e imateriais (fluxo de informações) entre as cidades. Essas trocas e relações formam a chamada Rede Urbana, que é o conjunto de cidades de um determinado território.

Nessas trocas, cada cidade tem um poder diferente de influência sobre a outra localidade. De acordo com sua importância econômica e política, e na oferta de equipamentos públicos e serviços para a população, ela irá ocupar o seu espaço na chamada Hierarquia Urbana.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou um estudo denominado de REGIC – Rede de Influência de Cidades, que mostra como está estruturada a hierarquia e a rede urbana brasileira. Dessa maneira, o IBGE classificou as cidades em 5 níveis, sendo que alguns têm subdivisões. Vamos a eles:

1) Metrópoles – São cidades que têm forte poder de influência sobre uma escala maior de cidades, além de suas fronteiras estaduais. São reconhecidas 12 metrópoles, sendo as mesmas dividas em três subníveis:

a) Grande Metrópole Nacional: A cidade de São Paulo é única nesse nível.

b) Metrópole Nacional: Rio de Janeiro e Brasília são as cidades que fazem parte desse nível.

c) Metrópole: São 9 cidades nesse nível, sendo elas Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre.

2) Capital Regional – Neste nível, são 70 cidades em que a escala de influência restringe-se somente ao âmbito regional e estadual. Esse nível também possui três subdivisões:

a) Capital Regional A: nível constituído por 11 cidades brasileiras, com uma população média de 955 mil habitantes.

b) Capital Regional B: constituído por 20 cidades, com uma média de população de 435 mil habitantes.

c) Capital Regional C: constituído por 39 cidades, com uma média populacional de 250 mil habitantes.

3) Centro sub-regional: São 164 cidades que compõem esse nível, sendo que a escala de influência delas gira em torno da escala regional, geralmente nos municípios circunvizinhos. Esse nível possui duas subdivisões:

a) Centro sub-regional A: são 85 cidades, com uma média populacional de 95 mil habitantes.

b) Centro sub-regional B: constituído por 79 cidades, com uma população média de 71 mil habitantes. 

4) Centro de zona – é um nível hierárquico composto por 556 cidades de pequeno porte, com um poder de influência bem restrito a municípios próximos, subdividindo-se em:

a) Centro de Zona A: formado por 192 cidades, com média populacional de 45 mil habitantes.

b) Centro de Zona B: composto por 364 cidades, com a população estando numa média de 23 mil habitantes.

5) Centro local – é formado pelas demais 4473 cidades brasileiras, com um poder de influência que não extrapola seus limites municipais, com a população sempre abaixo de 10 mil habitantes.